Simplesmente Martha

Talvez você já tenha visto um filme com tema gastronomia bem famoso, chamado Sem Reservas, não? Ele é uma refilmagem de um filme alemão chamado Simplesmente Martha. Apesar do roteiro dos filmes ser basicamente o mesmo, a comida no filme original é muito mais importante para o contexto do filme, então prefiro falar aqui do filme original.

Martha é a chef de cuisine de um restaurante em Hamburgo, e, embora seja capaz de fazer os mais complexos e soborosos pratos, ela tem dificuldades em viver a própria vida. Sem saber lidar com críticas e com o fato de a sua própria equipe não achar que o trabalho é tudo na vida, ela é obrigada a fazer terapia. Até que um dia sua irmã falece e ela se vê tendo que cuidar da sobrinha de 8 anos, Lina. Não bastasse isso, sua chefe contrata um outro chef para ajudar Martha a cuidar do restaurante: Mario, um italiano e seu estilo de cozinha totalmente oposto.

Tudo aqui gira em torno da comida, em analogias. Martha compara seu sofrimento ao de uma lagosta ao ser colocada viva em uma panela de água fervendo. Um prato de massa pode ser muito reconfortante. Uma refeição pode ser degustada com as próprias mãos. A privação da visão faz com que os sentidos que denunciam sabores e aromas se potencializem, assim como a paixão faz. As analogias estão por todo lugar, e não é assim mesmo com nossa vida?

Talvez a maior lição aqui seja ver que, da mesma forma que simples ingredientes possam se transformar no mais belo e prazeroso dos pratos, nós podemos misturar nossos próprios sentimentos e pensamentos e com isso ser mais feliz. É preciso, mais que saber comer bem, saber saborear a vida.

Simplesmente Martha (Bella Martha), de Sandra Nettelbeck

109 minutos :: Alemanha, Itália, Áustria e Suíça :: 2002 :: Disponível em DVD para venda e locação

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2 Respostas to “Simplesmente Martha”

  1. fadapolly Says:

    Vi esse filme, o alemão, e adorei. Tem duas cenas de que lembro sempre: aquela em que o italiano deixa um prato de massa, perfumado por basílico, perto da menina que não queria comer e ela começa lentamente e depois devora a comida; a outra é a cena final, em que ela prova uma torta que o terapeuta fez e identifica o sabor do açucar errado, que ele usou.

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